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Os 5 maiores erros de marketing cometidos por advogados e 10 dicas de como fazer diferente

30/09/2016

Como o Marketing Jurídico pode transformar o seu negócio? Ainda existem advogados que, por falta de conhecimento, não distinguem marketing e publicidade. A confusão entre esses termos traz consequências práticas e inconvenientes que não podem passar batidos: marketing é a base, publicidade é uma técnica de comunicação em massa. Nesse sentido, ou você usa o marketing ao seu favor, ou a sua concorrência irá te engolir.

Dados da OAB apontam que em 2018 o país terá mais de um milhão de advogados. A marca de escritórios deve dobrar, de 43 mil para 102 mil. No ringue dos confrontos que virão pela frente, estes são seus oponentes.

Na atividade dos advogados nas redes sociais e em sites (principalmente nos dos grandes escritórios), nota-se que o marketing digital tem sido praticado, mas reproduzindo formas de publicidade que já não dão resultado e que, por vezes, “ferem” o Novo Código de Ética e Disciplina da OAB. Taí uma analogia: assim como no Boxe, o advogado tem suas regras. Não se pode dar um golpe abaixo da linha de cintura, assim como não se pode desenvolver estratégias de marketing sem observar o “Novo” Código de Ética e Disciplina da OAB, tanto quanto o Provimento 94/2000.

Excluindo a infração direta, que é mais óbvia de ser percebida, há uma grande incidência de erros cometidos. O resultado prático desses equívocos é a ineficiência da comunicação, logo, o descrédito dessa nova forma de se fazer relacionamento.

Os ERROS mais frequentes são:

1. Usar as redes sociais para falar de si mesmo, da sua biografia, do seu escritório e dos advogados associados;

2. Não produzir conteúdos que resolvam problemas e eliminem objeções reais de clientes em potencial;

3. Reproduzir no meio digital a essência e o formato publicitário da velha mídia de massa, produzindo notícias e “chamadas para a ação” que não interessam;

4. Usar linguagem técnica e jargões profissionais que, por serem pouco acessíveis, afastam os clientes em potencial;

5. Criar muito conteúdo com artifícios e técnicas apenas para captar clientes.

Esses são erros crassos que quase 99% dos advogados e escritórios de advocacia cometem em suas comunicações. Trabalhar o marketing jurídico a partir do marketing de conteúdo através das redes sociais é uma técnica nova que traz resultados expressivos. O aprendizado é longo, mas acredita-se que é a grande tendência para a advocacia dos próximos anos.

Uma vez apontados os erros mais comuns, confira dez dicas sobre como você deve agir na vida e nas redes sociais:

1. Se você tem um blog, forneça informações que sejam úteis a seus clientes em potencial. Não concentre as informações nas suas competências ou na competência do seu escritório;

2. Pesquise muito sobre seu público-alvo, o seu cliente perfeito. Identifique os tomadores de decisão, quando for o caso, mas conheça profundamente sua lista de leads e seus problemas jurídicos;

3. Quando estiver com um cliente em potencial, foque nas necessidades imediatas, nas necessidades emergenciais, nas urgências dele.

4. Crie um grupo de advogados de outros nichos, outros ramos do direito. Seus concorrentes indiretos, que muitas vezes são ex-colegas de faculdade, podem se ajudar numa relação "um por todos, todos por um”.

5. Dê preferência aos advogados contemporâneos como fontes de recomendação.

6. Quando receber contatos novos, saiba qual é a área de atuação do cliente em potencial. Inclua-os na sua lista e envie informações que possam interessar, lembre de sempre colocar alguma pergunta (concorda?), ou comentário (o que você acha disso?). O relacionamento sempre vem primeiro;

7. Os clientes em potencial precisam ser convencidos de que seus problemas jurídicos são graves (se for o caso), ou ao menos o tamanho do problema. Seja honesto e, se for o caso, os convença de que não precisam de um advogado quando realmente não precisarem. Isso também é um bom negócio e desenvolve confiança;

8. Conheça bem o seu cliente em potencial, seus hábitos, rotinas, família, suas crenças e seus possíveis problemas jurídicos. Isso te dá uma imensa vantagem competitiva;

9. Caso você tenha um site (se não tem, corra para fazer um), tenha um blog também. No mundo de hoje, um não vive sem o outro. Pense que o site é o polo passivo da relação com o cliente em potencial e o blog é o polo ativo;

10. Coloque conteúdo novo com regularidade. A frequência é importante porque o algoritmo do Google dá mais visibilidade a conteúdos novos, originais.

Fonte: JusBrasil

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