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Tecnologia assume protagonismo na rotina de trabalho dos advogados brasileiros

18/08/2016

Os advogados já estão pesquisando mais em sites e em bancos de dados digitais do que em bibliotecas ou jornais e revistas jurídicas impressas. Os dados são de um estudo feito pela Thomson Reuters e pela Associação dos Advogados de São Paulo (Aasp), que identificou como os advogados se relacionam com as plataformas digitais e demonstrou os impactos que a tecnologia assumiu em suas rotinas de trabalho, em especial no que diz respeito aos níveis de produtividade e precisão. O estudo foi feito com 5,4 mil advogados de todas as regiões do país, sendo a maioria (93%) do estado de São Paulo.

Para 97% dos entrevistados, a tecnologia é uma importante aliada para tornar a pesquisa jurídica mais rápida e mais precisa, sendo que 83% enxergam vantagens expressivas em poder consultar diferentes conteúdos jurídicos (leis, doutrinas, jurisprudências etc.) em dispositivos móveis, como tablets e notebooks. Entre as principais vantagens apontadas está facilidade de fazer uma consulta sobre um tema específico de forma mais rápida — busca por palavras-chave e conceitos correlacionados — em múltiplos livros, além da mobilidade de poder acessar essas informações de onde estiverem e a qualquer momento.

Apesar de ser a preferência dos advogados pesquisados, o conteúdo na internet desperta desconfiança. Mais da metade (56%) concorda que há muita informação, porém o conteúdo parece pouco confiável. O excesso de informações também causa preocupação na classe. Diante de tantos dados, 62% dos profissionais afirmaram que dispõem de pouco tempo para encontrar uma informação específica diante de tantas fontes disponíveis.

Quando perguntados sobre o tipo de interação que mantém com as obras e demais conteúdos jurídicos consultados em cada caso em que trabalham, 88% falaram da importância de ter acesso a um grande acervo de obras de diversas áreas do Direito; 62% ressaltaram as anotações que costumam fazer em seus livros físicos como muito estratégicas, já que elas se configuram em base histórica de suas argumentações; e 73% disseram precisar de mais espaço para armazenar todos os livros que usam para essas consultas.

“Esses dados descrevem mudanças interessantes na forma como os advogados brasileiros estão lidando com a informação frente ao avanço da internet e a uma preocupação cada vez mais em combinar agilidade, aumento de produtividade e de precisão”, comenta Pablo Peduzzi, diretor executivo da área de negócios de Legal da Thomson Reuters no Brasil.

Fonte: Conjur

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